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Os navegadores portugueses Tristão Vaz Teixeira, Bartolomeu Perestrelo e João Gonçalves Zarco descobriram a ilha do Porto Santo em 1418, após uma tempestade ocorrida em alto-mar, a embarcação foi afastada da sua rota, e desviada para a costa africana. Depois de muitos dias à deriva no alto mar, avistaram uma pequena ilha a que chamaram de Porto Seguro, Porto Santo, pois a mesma salvou a tripulação de Zarco de um destino fatídico.
A ilha da Madeira foi posteriormente descoberta pelos mesmos em 1419, que apelidaram a ilha de ‘Madeira’ devido à abundância desta matéria-prima.
Por volta de 1425, iniciou-se o povoamento das ilhas por ordem do rei D. João I. A partir de 1440 estabelece-se o regime das capitanias sendo nomeado Tristão Vaz Teixeira como capitão-donatário da capitania de Machico; seis anos mais tarde, Bartolomeu Perestrelo torna-se capitão-donatário de Porto Santo e, em 1450, Zarco é nomeado capitão-donatário da capitania do Funchal.
Os primeiros povoadores foram os três capitães-donatários e as respetivas famílias, um pequeno grupo de pessoas da pequena nobreza, gente de condições modestas e alguns antigos presos do Reino.
No início do seu povoamento foram introduzidas algumas culturas agrícolas como a cana-de-açúcar, que rapidamente conferiu à metrópole funchalense uma franca prosperidade económica. Este facto levou a que na segunda metade do século XV, a cidade do Funchal tenha se tornado num porto de escala obrigatório para as rotas comerciais europeias. Por exemplo Cristóvão Colombo deslocou-se pela primeira vez à ilha da Madeira em 1478, incumbido de comprar 2.400 arrobas (~36000 Kg) de açúcar.
No século XVI assiste-se ao decréscimo do cultivo da cana-de-açúcar devido a uma produção excedente e à exaustão dos solos bem como a concorrência do açúcar vindo do Brasil a preços mais competitivos. Os séculos XVII e XVIII ficaram marcados pelo aparecimento de uma nova cultura que impulsionaria novamente a economia da Madeira: o vinho. As terras utilizadas para cultivar a cana-de-açúcar foram convertidas em vinhedos. Durante esse século continuaram a chegar à Madeira colonos estrangeiros. Entre esses destaca-se Simão Acciaioly por ter introduzido a casta Malvasia Babosa.
O comércio do vinho Madeira só começou quando o rei D. João ordenou que os seus navios a caminho do Brasil atracassem na ilha e levassem vinho Madeira para as colónias. Quando Carlos II de Inglaterra casou com a irmã de Afonso VII, a infanta Catarina, emitiu um decreto em 1665 proibindo a exportação de produtos europeus para as colónias inglesas. Este decreto excluía a Madeira o que permitiu aos armadores na Ilha criarem um monopólio de comércio nas Américas e nas Caraíbas e o vinho madeira tornou-se uma bebida favorecida nas índias ocidentais e América.
Registos históricos demonstram que a produção e exportação de vinho Madeira triplicou, no século XVII conduzindo muitos exportadores estrangeiros sobretudo britânicos à ilha.
Ao longo dos séculos XIX e XX, a Madeira floresceu para o nascimento do sector turístico, tornando-se rapidamente numa referência obrigatória para a aristocracia europeia que aqui fixou residência temporária, atraída pelas qualidades terapêuticas naturais da ilha.
Em 1976, a Madeira passou a ser uma Região Autónoma da República Portuguesa, ganhando assim poder legislativo.

Com amor, para sempre
Con amore, per sempre